Olá a todos!
Em época de Natal, venho perguntar a vossa opinião mas também dar a minha.
Será que o Pai Natal existe?
Obviamente que para qualquer sujeito pensante o Pai Natal não existe de todo, acaba por ser um mito criado pelo Homem para fazer pensar às crianças que existe um senhor bonacheirão e de barba branca que vem dos Países Nórdicos para lhes trazer presentes deslumbrantes.
Mas isto para os adultos!
E para as crianças? Se pensarmos que todo o adulto tem uma criança dentro de si e retomarmos as nossas reminiscências infantis, poderemos pensar que sim: o Pai Natal existe e vem-nos trazer concretização de desejos, sonhos e fantasias de Natal. Ou será que preferem os chocolates de leite "Fantasia de Natal"?;)
No entanto, mesmo para as crianças de hoje há já uma consciência muito precoce de que o Pai Natal é uma invenção e, pior, uma invenção materialista! Invenção porque é de facto oriundo de lendas contadas pelo Homem e materialista, porque transformado de vermelho pela Coca-Cola e produto do consumismo ocidental/americano.
Sendo assim, será que existe mesmo Pai-Natal?!
Enraizados numa cultura judaico-cristã, até mesmo esta entra em colisão com os valores materiais deste novo Pai-Natal. Ao passo que a religião católica tem já um peso secular em cima de si, e com valores muito humanos, no que diz respeito à generosidade, Paz, Harmonia, Partilha, Adoração, etc., o Pai-Natal é uma personagem usada para transmitir valores imediatos, como aquisição de bens materiais, brinquedos que iluminam a mente criativa de qualquer criança. Será que iluminam mesmo a mente criativa? Eu diria que criam papagaios... daí o perigo do consumismo exacerbado e aquisição de cópias de brinquedos só porque uma criança tem, a outra quer ter e os pais têm que comprar. Será que têm mesmo?
Com o advento da nova recessão, assiste-se a um retorno dos valores humanos que ficaram em crise durante tanto tempo. Estão-se lentamente a reinstalar e as pessoas estão a poupar mais dinheiro.
O importante nesta quadra é estar-se junto e não comprar muito. A consoada é, porém, ainda obrigatória nos lares portugueses. Mas será que o Pai-Natal continuará a fazer sucesso daqui para a frente?
Ou iremos nós preferir transmitir o culto de Jesus ou mesmo de S. Francisco de Assis?
Ainda assim, Festas Felizes!
São os votos de Ana Oliveira!